Entre fevereiro e março eu passei do pré-carnaval brasileiro diretamente ao Purim judeu. É que eu, mamãe e papai fomos visitar Isabel e seu namorado, Ghandi, que moram na Palestina. Eles nos buscaram no aeroporto de Tel Aviv e nós chegamos diretamente na festa.



Logo seguimos rumo ao norte e passamos pela vila artística de En Hod.


E mais ainda ao norte chegamos a Haifa, onde passamos algumas noites. As manhãs eram reservadas a longos cafés da manhã e, de tarde, seguíamos para algumas pequenas excursões.





Mas a melhor parte da viagem toda foi Ramallah, aonde chegamos bem cansados de tantas excursões. Eu, no entanto, havia ouvido falar que em Ramallah faríamos uma caça ao tesouro, e meu cansaço foi muito menor do que minha ansiedade. E justamente no restaurante onde fomos comer logo ao chegar estava o baú com o tesouro dentro: moedas de chocolate, ovos surpresa e um trator de brinquedo.
De Ramallah seguimos para Hebron, onde moram os pais do Ghandi, vovô e vovó Yallah foi como nós carinhosamente os apelidamos. Lá eu ensinei a vovó Yallah um pouco de alemão, ela me ensinou um pouco de árabe e nos serviu um rango maravilhoso.

Rango do bom com vovó Yallah em Hebron
E de Hebron uma pequena visita ao deserto rochoso de En Gedi …



… e ao famoso Mar Morto. Diante da exagerada quantidade de sal da água, eu preferi ficar seco e observar como papai, mamãe e Isabel boiavam sem esforço na água, onde eles não podiam ficar mais do que 15 minutos. Aproveitei pra usufruir dos benefícios estéticos da lama do Mar Morto nas solas dos meus pés.

E o segundo destaque da viagem foi a festa na piscina em Jericó, a cidade mais antiga do mundo.

E um outro destaque, da viagem em geral, os bons rangos…



Obrigado, habaiby, pela viagem inesquecível.
Meu muito obrigado a habibti Isabel e habibi Ghandi por nos acompanharem nessa viagem extremamente significativa, pelos esforços que fizeram para nos mostrar muito mais do que os superlativos turísticos de uma terra cuja situação político-geográfica vive em ponto de ebulição. Mamãe e papai tiveram a viagem mais intelectualmente desafiadora até agora, e eu, que ainda sou muito pequeno pra entender os porquês da construção de muros que dividem pessoas, ou de homens e mulheres que carregam armas do meu tamanho, agradeço pelo companheirismo e paciência dos nossos anfitriões.

seja o primeiro a comentar